segunda-feira, 13 de junho de 2011

O constante atraso no pagamento de salários pode gerar condenação em danos morais

A 3ª Turma do TRT 10ª Região decidiu que o reiterado atraso no pagamento de salários ocasiona dano moral passível de reparação.
A 1ª Vara do Trabalho de Brasília - DF julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados pelo autor, no sentido de condenar a empresa apenas pela mora salarial, uma vez que atrasou por vários meses o pagamento de salários, indeferindo os demais pedidos iniciais.
O empregador recorreu ao 2º grau e em razões recursais pugnou pela modificação do julgado quanto ao deferimento de indenização por danos morais resultantes da mora salarial. Requereu  sucessivamente a redução do valor arbitrado.
O desembargador Ribamar Lima Júnior, no caso em análise, ressaltou que o pagamento do salário deve ser implementado dentro do prazo legal que é até o quinto dia útil do mês subsequente ao vencido, quando houver sido estipulado por mês, conforme dispõe o art. 459 da CLT.  " A obrigação legal é considerada descumprida, a partir do momento em que o pagamento for realizado fora desse prazo. No caso dos autos, a própria reclamada reconhece que atrasou o dia do pagamento em diversos meses da prestação laboral, atribuindo essa circunstância às dificuldades financeiras pelas quais passava".  
Por outro lado, o magistrado explica que a inadimplência caracteriza-se  pela ausência de cumprimento de um contrato e de qualquer de suas disposições. "Para haver inadimplência não significa dizer que o contrato tenha sido integralmente descumprido; basta que o tenha sido alguma(s) de suas condição (ões)".
Nesse caso, o relator confirma que a obrigação de pagar salários dentro do prazo  que a lei estabelece caracteriza condição implícita ao contrato de trabalho, em face dos próprios termos legais e da própria natureza onerosa desse tipo de relação jurídica. Logo, não sendo cumprida a obrigação de pagar, no tempo e na forma legais, ele conclui que há inadimplência sim.
Segundo Ribamar Lima Junior, diante da natureza alimentar dos salários, não se poderia aceitar que o empregador pudesse, ao seu livre arbítrio, pagar os salários de seus empregados quando bem  entendesse, ainda que levadas em consideração as situações individuais de dificuldades financeiras.
"O empregado deve ser respeitado em sua dignidade, tem compromissos a honrar, necessita dos salários para sua subsistência. A ofensa moral fica subentendida na própria ansiedade do empregado gerada por (não um apenas) inúmeros atrasos; no fato de contar com aquele pagamento, no início do mês, para honrar com suas dívidas e inexistir o crédito. Assim, melhor refletindo sobre o tema, considero presentes os elementos que impulsionam a indenização por danos morais", concluiu o relator do acórdão.  A turma decidiu de forma unânime.
Fonte: TRT

Estado de destino não pode, por decreto, limitar creditamento do ICMS ao valor pago na origem

Se um estado considera indevido benefício fiscal concedido por outro ente da federação, deve procurar a via jurídica pela ação direta de inconstitucionalidade (ADIn), em vez de glosar o benefício com base em decreto. O entendimento é do ministro Castro Meira, em recurso de uma empresa, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT). A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acompanhou, por maioria, o ministro relator.
A empresa impetrou mandado de segurança contra ato do secretário de Fazenda do Mato Grosso. Com base no Decreto Estadual n. 4.504/2004, o fisco mato grossense limitou o creditamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) concedido pelo estado de Goiás. O pedido para afastar a exigência foi negado pelo TJMT.
No recurso ao STJ, a defesa da empresa apontou que remete mercadorias de Goiás para o Mato Grosso com a alíquota de ICMS de 12%. Mas ao chegar ao destino, a norma estadual impede o creditamento no valor integral da alíquota, impedindo uma redução no percentual correspondente ao incentivo conseguido na origem. Alegou que a limitação seria contrária à sistemática de não-cumulatividade do ICMS. Também ofenderia a Resolução n. 22 de 1989 do Senado Federal e a Lei Complementar n. 87/1996, que regulam cobrança e alíquotas do imposto.
No voto, o ministro Castro Meira observou que a discussão é sobre a possibilidade do estado-destino obstar diretamente o crédito, autuando o contribuinte que agiu de acordo com a legislação do outro ente federativo.
O relator observou que o artigo 155 da Constituição Federal determinou que o ICMS não será cumulativo, devendo ser compensado o que for "devido" em cada operação com o montante "cobrado" nas anteriores pelo mesmo ou outro estado. A mesma disposição consta do artigo 19 da LC n. 87/96. "Segundo a orientação majoritária, a expressão ?imposto devido? ou ?montante cobrado? não deve ser confundido com ?imposto efetivamente recolhido?", esclareceu. Para o ministro Castro Meira, basta que o imposto incida na etapa anterior, ainda que não efetivamente recolhido, para que surja direito ao crédito na etapa seguinte.
No caso, houve a incidência do imposto na etapa anterior, mas não houve integral recolhimento por força de um crédito presumido concedido pelo estado de origem ao vendedor.
O ministro Castro Meira também destacou que, na hipótese deve ser autorizado o creditamento de 12% do ICMS devido ao estado destinatário, caso contrário haveria prejuízo ao contribuinte e desrespeito à autonomia fiscal dos entes federados. "Se outro estado concede benefício fiscais de ICMS sem a observância das regras da LC n. 24/75 e sem autorização do Confaz [Conselho Nacional de Política Fazendária], cabe ao estado lesado obter junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de AdIn, a declaração de inconstitucionalidade da lei ou ato normativo do estado de onde se originaram as mercadorias, e não simplesmente autuar os contribuintes sediados em seu território.", destacou.
Castro Meira apontou haver vários precedentes no STF de outros estados contra incentivos fiscais irregulares. O ministro, porém, considerou não ser possível haver a compensação do imposto já recolhido, já que não há lei estadual que permita isso. Com essas considerações, o ministro deu parcial provimento ao recurso, apenas para conceder o creditamento de futuros tributos.
Fonte: STJ

Estudantes poderão ter desconto em ônibus interestadual

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 675/11, do deputado Weliton Prado (PT-MG), que institui desconto de 50% na tarifa de transporte público interestadual para estudantes de escolas públicas.
Segundo a proposta, o Executivo deverá reservar recursos orçamentários para compensar a perda de receitas com a medida.
Muitos jovens, de acordo com Prado, têm de estudar em estados vizinhos, pois a oferta de ensino local não atende à demanda. “Na maioria dos casos, as pessoas têm dificuldade para custear o transporte até o estabelecimento de ensino”, acrescentou.
Tramitação
A proposta foi apensada ao PL 1967/99 e outros. As propostas serão analisadas pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e pelo Plenário.
Fonte: Câmara dos Deputados

Proposta obriga escolas a ter profissionais de saúde

A Câmara analisa o Projeto de Lei 854/11, do deputado Jonas Donizette (PSB-SP), que torna obrigatória a presença de profissional de saúde nas escolas públicas e privadas. O profissional deve ser habilitado a prestar primeiros socorros, inclusive a alunos que exijam cuidados especiais em virtude de doenças como diabetes, epilepsia, asma, alergias, hemofilia, insuficiência renal e cardíaca.
As instituições que descumprirem a norma ficarão sujeitas a multas de R$ 20 mil a 90 mil. A proposta prevê que o poder público poderá alocar servidores dos quadros de seus órgãos de saúde.
Donizette argumenta que as crianças portadoras das doenças citadas no projeto têm necessidade de cuidados diários. Ele acrescenta que mesmo os alunos saudáveis têm esse direito. “As escolas têm responsabilidade sobre a criança enquanto ela está entregue à sua guarda”, aponta.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Câmara dos Deputados

Deputados ajudaram bombeiros do Rio a conseguir habeas corpus


O presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, deputado Mendonça Prado (DEM-SE), disse nesta sexta-feira que as informações levantadas pelos parlamentares que acompanharam a situação dos 439 bombeiros presos no Rio de Janeiro foram fundamentais para conseguir na Justiça um habeas corpus para a libertação do grupo. De acordo com o parlamentar, houve uma série de arbitrariedades na prisão. “Não existia nenhum documento das prisões, nem mesmo foram feitos exames de corpo de delito”, afirmou.
Após analisar o pedido de habeas corpus apresentado ontem pelos deputados, a Justiça do Rio decidiu hoje mandar libertar os bombeiros detidos desde o dia 4. Até as 17h30 desta sexta-feira, a decisão ainda não havia sido cumprida.
A prisão ocorreu devido à invasão do quartel-general da corporação, pelos militares, como parte das manifestações por reajustes salariais. Os bombeiros pedem aumento do piso atual, de R$ 950 para R$ 2,9 mil, com direito a vale-transporte.
Anistia
Integrante do grupo que foi ao Rio para auxiliar os bombeiros, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), adiantou já ter apresentado um projeto de lei (PL 1524/11) que prevê a anistia de todos os envolvidos no episódio. O deputado está confiante na aprovação da proposta. “Temos um apoio muito grande aos bombeiros no Congresso”, destacou.
Irregularidades
Para levantar os dados relativos às prisões, os deputados visitaram todos os locais em que havia bombeiros detidos e conversou com a Defensoria Pública, ressaltou Mendonça Prado. Ele relatou, como exemplo das irregularidades verificadas, a prisão de uma tenente que “estava no xadrez, como alguém que cometeu um crime hediondo”.
Por ser oficial, a detenta deveria ficar em uma sala do Estado Maior, explicou Prado. “Houve excessos sem precedentes nesse tipo de manifestações de servidores públicos”, sustentou o presidente da comissão.
PEC 300
Prado acrescentou que para resolver a situação dos militares é fundamental a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300/08, que estabelece um piso salarial nacional para policiais e bombeiros. A medida também cria um fundo nacional composto por parte dos impostos federais para auxiliar os estados no financiamento da segurança pública. “O governo federal arrecada 64% dos tributos e não compartilha a responsabilidade pela segurança”, criticou.
Fonte: Câmara dos Deputados

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DESTA SEGUNDA-FEIRA, 13 DE JUNHO DE 2011.


JORNAL O DIÁRIO
- De virada, Fogão vence o Coxa e salva cariocas
- Carreata pela paz em Campos

FOLHA DA MANHÃ
- O jornal ainda não havia atualizado seu endereço eletrônico.

JORNAL O GLOBO
- Planalto vai abrir o cofre para acalmar Congresso

JORNAL EXTRA
- Polícia Civil vai pagar a empresa R$ 3.200 por cada faxineiro
- Bombeiros agora querem negociar
- Acusado de derrubar helicóptero se escondia no Alemão
- CATRJ oferece 1.859 vagas de emprego

JORNAL O DIA
- Piratas deixam crianças em risco nas ruas do Rio
- Bombeiros: Taxa pagará bônus
- Pacotão do emprego tem quase 47 mil vagas em concursos públicos
- Justiça: aprovados em concurso ocuparão postos de terceirizados

FOLHA DE SÃO PAULO
- Fifa impõe parceiros às sedes da Copa-2014
- Entenda por que os casos de sinusite chegam a triplicar nesta época do ano
- Ações contra enchentes do governo de SP sofrem atraso

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Bombeiros ironizam reajuste de 5,58% e exigem liberdade

Presos no quartel de Charitas, bombeiros cantaram 
hino da corporação e ironizaram o reajuste 
| Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia


Governo antecipa seis meses de correção: salário de soldado passa a R$ 1.265,55. Veja tabela



Pressionado pelo movimento dos bombeiros, o governo anunciou, ontem, a antecipação do reajuste de 5,58% nos salários da categoria, dos agentes penitenciários e policiais civis e militares. A medida representa R$ 78,18 no contracheque do soldado solteiro e sem filhos — vencimentos passam de R$ 1.187, 37 para R$ 1.265,55, já com as gratificações. E R$ 82,49 a mais se tiver dependentes — de R$ 1.414 para R$ 1.496,49. Os militares continuam irredutíveis: não há acordo sem a soltura dos 439 presos.
“O governo pode até nos oferecer R$ 5 mil, mas enquanto não soltarem os presos não tem conversa”, afirmou o cabo Laércio Soares, do 2º G-Mar (Barra). O comandante da corporação, Sérgio Simões, disse que vai continuar negociando aumento: “O fato de o governo ter antecipado o percentual é uma clara demonstração de boa vontade e preocupação”. Ele será o titular da nova Secretaria Estadual de Defesa Civil, anunciada ontem.
O reajuste estava parcelado em 1% ao mês até dezembro de 2014. A medida acumula o percentual previsto entre julho e dezembro. O novo salário começa a valer em julho e será pago em agosto. Até dezembro, o valor é o mesmo. A partir de janeiro, volta a incidir 1% sobre os vencimentos.
No quartel de Charitas, em Niterói, o aumento foi recebido com ironia pelos presos. Perfilados, mandaram recado ao governo: “Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil, cidade maravilhosa, pior salário do Brasil!”.
Exonerados 22 comandantes
Ontem, 22 comandantes de quartéis do Corpo de Bombeiros foram substituídos. O comandante-geral, Sérgio Simões, afirma que a mudança não tem ligação com a crise: “Isso não tem nada a ver. É um critério pessoal que envolve duas questões: uma relacionada com o tempo que alguns comandantes já estavam nas suas unidades; e a outra, com a operacionalidade. Busquei quadros com afinidade maior com meu jeito de atuar”.
PM: ordem para evitar fita vermelha
Para tentar conter a adesão de policiais militares ao movimento dos bombeiros, o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, esteve ontem no Batalhão de Choque. Ele orientou a tropa a não ostentar as fitas vermelhas distribuídas por bombeiros na farda ou em patrulhas, como muitos PMs têm feito.
“Orientamos os policiais a não serem hostis com os bombeiros. Se receberem uma fita, não devem jogá-la no chão, por exemplo. Toda manifestação é democrática, mas a PM está ali para garantir a ordem e tem que ser isenta”, afirmou o relações-públicas da PM, coronel Ibis Silva.
Um tenente do BPChoque que participou da invasão do QG dos bombeiros, há uma semana, foi transferido para o Grupamento Especial de Policiamento em Estádios. A corporação não quis comentar o assunto.
Cárcere na mira de deputados
Deputados da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados se disseram estarrecidos com as condições em que os 439 bombeiros se encontram presos. Ontem, o presidente da comissão, Mendonça Prado (DEM-SE), e os deputados Alessandro Molon (PT-RJ), Dr. Aluízio (PV-RJ) e Protógenes Queiroz (PC do B-SP) percorreram quartéis do Méier e Charitas, em Niterói, o Grupamento Especial Prisional (GEP), além do Hospital Central do Corpo de Bombeiros.
O grupo vai denunciar as más condições ao Ministério Público, À Justiça Militar e ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. “Exigimos a soltura imediata desses profissionais, o lugar deles é nas ruas”, ressaltou Prado. A situação da tenente enfermeira Lucrécia Belo Fonseca, presa no quartel do Méier foi a que chamou mais atenção: “A encontramos profundamente deprimida, numa cela de 5 m quadrados, trancada com cadeado”, lamentou Protógenes. À tarde, ela foi transferida para o GEP (Grupamento Especial Prisional). Segundo Mendonça Prado, os militares estão “ao lado de pedófilos”.
“Em Charitas, vários já começam a ficar doentes. O local é abafado de dia e muito frio à noite, insalubre. Uma covardia”, comentou Molon.
Ontem, na Assembleia Legislativa, 27 deputados assinaram uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para conceder anistia aos militares presos. Três bombeiros que participam dos protestos serão condecorados hoje com medalha da Associação dos Militares Auxiliares e Especialistas (Amae).
Novo pedido de habeas corpus
A Defensoria Pública já prepara novo requerimento de habeas corpus para os presos. “Na primeira defesa não tínhamos os autos de prisão. Agora, iremos estudá-lo para fazer novo pedido”, disse o defensor Luis Felipe Drummond.
A juíza Ana Paula Monte Pena Barros, da Auditoria da Justiça Militar, que negou a liberdade quarta-feira, explica em seu despacho que “a liberdade poderá incutir no seio da tropa a ideia de impunidade, terreno fecundo para a proliferação de exemplos negativos”.
 O Ministério Público também deu parecer pela manutenção da prisão. “Necessária (...) com o objetivo de impedir a reiteração de práticas criminosas”, escreveram os promotores Leonardo Cuña de Souza e Isabella Pena Lucas.
Fonte: Jornal O Dia

Preço do minuto do celular cai 43% em 2 anos, diz consultoria

O preço do minuto nos telefones celulares caiu 43% em dois anos, aponta pesquisa da consultoria Teleco.
O valor médio do minuto passou de R$ 0,39, no primeiro trimestre de 2009, para R$ 0,22 no mesmo período deste ano. Os valores incluem impostos, ou seja, demonstram o que os consumidores efetivamente pagam pelo serviço.
De acordo com a Teleco, o preço pago para falar no celular se tornou o principal critério de escolha da operadora, principalmente entre os clientes do serviço -pré-pago.
"Promoções cada vez mais agressivas em serviços de voz se tornaram a principal arma para a conquista de novos clientes", afirma a empresa.
Ainda segundo a pesquisa, as operadoras pararam de vender aparelhos pré-pagos subsidiados após a obrigação de desbloqueio dos telefones celulares estabelecida pela Anatel.
Fonte: Jornal Folha de São Paulo

Deputados pedem ao ministro da Justiça ajuda na crise dos bombeiros do RJ

Desde sábado, 439 bombeiros estão presos por invasão 
do quartel da corporação em protesto contra baixos salários.


Deputados querem que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ajude a conter a crise no Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. O pedido foi feito na tarde desta quarta-feira por 16 deputados federais de 12 partidos durante reunião no Ministério da Justiça. Desde sábado (4), 439 bombeiros do estado estão presos por invadirem o quartel-general da corporação em protesto contra os baixos salários.
De acordo com o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o objetivo é que uma comissão de parlamentares e representantes dos bombeiros negocie com o governador do estado, Sérgio Cabral, e encontre uma alternativa para libertar os militares e atender às reivindicações da classe. A principal reivindicação da categoria é o aumento salarial de R$ 950 para R$ 2.000 e vale-transporte.
Segundo o parlamentar, a preocupação dos deputados é que manifestações como a do Rio se espalhem pelo País. “Temos informações de várias paralisações e de movimentação de bombeiros e policiais militares.” Na opinião do deputado Paulo Pereira da Silva, os protestos podem se intensificar no País todo direcionados à aprovação da emenda à Constituição (PEC 300/08) que fixa um piso salarial nacional para policiais e bombeiros militares.
Após a reunião, o ministro se comprometeu a procurar o governador Sérgio Cabral. “Ele se posicionou favoravelmente e disse que vai procurar o governador ainda hoje para tentar abrir esse canal de negociação”, afirmou o deputado.
“Qualquer ação do Ministério da Justiça tem que ser feita em entendimento com o governador Sérgio Cabral. O governador Sérgio Cabral tem demonstrado muita competência na condução dos trabalhos de segurança pública", assinalou o ministro.
De acordo com o deputado Dr. Aluizio (PV-RJ), os bombeiros estão reivindicando aumento salarial desde janeiro. “Não houve nenhuma sensibilidade do governador. Ele não atendeu, e isso foi gerando uma tensão que levou à invasão do comando do Corpo de Bombeiros.”
Na última segunda-feira (6), o governador Sérgio Cabral afirmou, em entrevista, que os manifestantes eram vândalos e que iriam responder administrativa e criminalmente pelos atos. “O governador Sérgio Cabral os chamou de vândalos, mas vândalo é ele, que está no segundo mandato e não resolve essa questão”, disse Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).
Para o deputado Glauber Braga (PSB-RJ), os bombeiros do Rio merecem o respeito do governo estadual. “Você não pode combater bombeiro militar como se fosse criminoso e usando uma política de força.” Segundo o deputado, os quartéis de bombeiros do estado são ambientes de tensão constante; por isso, é necessário que o governo tente resolver a situação o mais rápido possível.
“O Rio de Janeiro foi palco da maior tragédia climática do Brasil. Os bombeiros vão ter um papel importantíssimo na política de prevenção para as próximas chuvas que serão em dezembro”, ressaltou o parlamentar, lembrando a tragédia causada pelas fortes chuvas de janeiro na região serrana fluminense.
Comissões tentam intermediar negociações
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias aprovou na tarde desta quarta-feira a criação de um grupo de trabalho que vai agendar um encontro com o governador Sérgio Cabral, além de visitar as lideranças dos bombeiros para intermediar nas negociações do conflito.
A comissão aprovou também uma moção de apoio à negociação com os bombeiros. A moção pede a retomada de negociações e a imediata liberação dos bombeiros presos. O grupo, formado pelos deputados Chico Alencar (Psol-RJ), Edson Santos (PT-RJ), Erika Kokay (PT-DF) e Liliam Sá (PR-RJ), deve ir ao Rio nesta sexta-feira.
Segurança Pública
O presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado deputado Mendonça Prado (DEM-SE), esteve nesta terça-feira no Rio de Janeiro para tentar intermediar as negociações entre representantes dos bombeiros e policiais militares e o governo do Estado.
Prado vai apresentar um projeto de lei com a finalidade de anistiar os policiais e bombeiros militares do Estado do Rio de Janeiro punidos por participar de movimentos reivindicatórios. “A ideia é sanar injustiças e impedir a punição penal militar dos envolvidos no protesto por aumento de salário e melhores condições de trabalho, realizado no Quartel Central da corporação, no centro do Rio de Janeiro”, esclareceu.
Fonte: Câmara dos Deputados

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DESTA SEXTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2011.


JORNAL O DIÁRIO
- Bombeiros consideram uma ‘migalha’ reajuste de 5,58%
- Garotinho aumenta pressão para Câmara aprovar PEC-300
- Vereadores saem no tapa em SJ da Barra

FOLHA DA MANHÃ
- Camarão agride Rosa e sessão em SJB vira caso de polícia
- OSX aguarda licença de estaleiro no Açu
- Reajuste antecipado para os bombeiros
- Audiência vai discutir hoje obras do PAC em Campos
- Após parecer favorável do TCE, Câmara analisa contas

JORNAL O GLOBO
- Bombeiros exigem anistia para negociar com Cabral

JORNAL EXTRA
- Governo antecipa reajuste, mas bombeiros agora querem anistia
- Dinamite promete supertime na Libertadores
- Magé terá nova eleição para prefeito em julho

JORNAL O DIA
- Estado dá aumento, mas bombeiro quer anistia
- Governo define pagamento de 13º de aposentados

FOLHA DE SÃO PAULO
- Eletropaulo é ineficiente sob chuva, diz Alckmin
- Situação na Síria preocupa, afirma secretário da ONU
- Cinzas de vulcão suspendem vôos em cidades do Sul