quinta-feira, 10 de março de 2011

Técnica revela identidade de emails anônimos

Método tem sido considerado tão eficaz quanto a impressão digital e poderá ser usado como prova em tribunais
Pesquisadores da Universidade de Concordia, no Canadá, criaram uma técnica que revela a identidade do autor de emails anônimos, de acordo com reportagem publicada no site Digital Trends.
O  método foi considerado tão confiável que deverá ser usado como prova nos tribunais. “Nos últimos anos, temos visto um aumento alarmante no número de crimes envolvendo emails anônimos”, disse o co-autor do estudo Benjamin Fung. “Esses emails podem transmitir ameaças ou pornografia infantil, além de facilitarem a comunicação entre criminosos ou enviar vírus”, concluiu.
Os analistas usam um sistema de identificação de padrões nos emails e filtram as informações até chegar nos suspeitos. Os testes têm sido considerados tão eficazes quanto a impressão digital e são a chave para identificar o exato autor do email.
 “Digamos que o email anônimo contenha erros ortográficos ou esteja inteiramente em caixa baixa. Nós usamos essas características especiais para criar uma “gravação de impressão”. Com esse método podemos até determinar com alto grau de precisão o sexo, a nacionalidade ou o nível de educação do autor do email”, explicou Fung.
A equipe de Fung testou a técnica em um lote de 100 mensagens extraídas de 200 mil emails escritos por 158 pessoas diferentes. O time reconheceu dez emails de dez pessoas diferentes e foram capazes de identificar o autor correto com quase 90% de precisão.

CNBB defende respeito ao planeta e critica o pré-sal

Documento da Campanha da Fraternidade de 2011 cita projeto de exploração do petróleo que é um dos principais do governo
O projeto de exploração de petróleo na camada do pré-sal foi criticado pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) durante o lançamento, ontem, da Campanha da Fraternidade. Com o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta — A Criação Geme em Dores de Parto”, a campanha cobra participação mais ativa dos fiéis na luta contra o aquecimento global.
E critica os projetos de desenvolvimento que não levam em consideração os danos causados ao planeta. Um dos alvos é a proposta de exploração de petróleo em águas profundas, o pré-sal. “O programa pré-sal exige o dispêndio de fortunas para a extração de um produto altamente poluente”, diz o texto base da campanha, que será divulgado a todos os fiéis durante este ano.
O secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, em entrevista no lançamento da campanha, afirmou que o petróleo brasileiro pode atrair a cobiça de outros países. “A primeira vez que ouvi falar no petróleo do pré-sal tive uma sensação muito ruim”, afirmou ele.
O tema da Campanha da Fraternidade é discutido em todas as paróquias católicas do País. Ele é usado em sermões nas missas, discutido em encontros e em atividades das pastorais.
A deste ano visa a motivar os católicos a ajudarem na preservação do planeta. “Pode-se perguntar o que o cidadão comum pode fazer? Um exemplo são as enchentes em São Paulo, que poderiam ser minimizadas se não houvesse tantos detritos nos rios”, afirmou dom Dimas.

Remédio subirá até 6%

Governo autoriza o reajuste que entra em vigor após o próximo dia 31 em todo o País
Mais de 18 mil medicamentos terão os preços reajustados em até 6% a partir do mês que vem. A previsão é da Associação Brasileira da Comércio Farmacêutico (ABCFarma). A autorização para o aumento foi dada ontem pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). O reajuste será concedido de acordo com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos últimos 12 meses. O percentual oficial só deve ser divulgado hoje. As listas com os preços dos remédios reajustados só serão enviadas pelos laboratórios à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim do mês.
Fitoterápicos, homeopáticos e remédios vendidos sem a exigência de receita médica não estão incluídos. Os reajustes serão divididos ainda em três faixas, levando em conta a participação de cada produto no mercado. Os mais vendidos terão aumentos maiores. O reajuste autorizado pelo governo é opcional. Laboratórios podem aplicar percentual menor ou não aumentar.
O aposentado Francisco Nunes Turrão, 75 anos, sempre sente no bolso os reajustes dos preços de remédios, como antibióticos e controladores de pressão. “Fazer o quê? Tudo aumenta. Para fugir dos preços altos eu costumo comprar nas farmácias mais baratas. É o melhor”, aconselha.
IPCA - Medidor oficial da inflação, variou 5,99% no último ano. Mas nem todos os fabricantes vão reajustar por este teto.
MENOS VENDIDOS - Esses serão os com os menores aumentos. Produtos mais vendidos serão os que vão ficar mais caros.

Inep divulga lista de estudantes dispensados do Enade 2010

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgou nesta quarta-feira (9) a relação de candidatos dispensados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes 2010 (Enade).
O estudante que foi convocado e não compareceu às provas, devia solicitar dispensa, mediante justificativa. As dispensas foram avaliadas individualmente. Os que não fizeram o Enade e não apresentarem o pedido de dispensa não recebem o diploma.
Em 2010, foram avaliados mais de 650 mil alunos dos cursos de bacharelado em agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, terapia ocupacional e zootecnia, além dos cursos superiores de tecnologia em agroindústria, agronegócios, gestão ambiental, gestão hospitalar e radiologia.

Saiba como funciona o programa de financiamento estudantil do MEC (Fies) que oferece empréstimos a taxas de juros baixas para estudantes

Ao conseguir uma vaga em uma universidade particular, a primeira preocupação costuma ser o preço da mensalidade. No caso dos cursos de Medicina, o valor chega a R$ 4 mil reais.
Para ajudar a fechar as contas dos estudantes, desde 1999 o Ministério da Educação (MEC) mantém o Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior (Fies). O programa oferece empréstimos a taxas de juros mais em conta e um prazo folgado para pagar, que começa só depois da formatura.
A ajuda é importante para Breno Bensusan, aluno do 2 período de Engenharia Mecânica do CTC/PUC-Rio, que financia 100% da mensalidade.
— Quando fiz vestibular, meu objetivo era passar. Depois, minha mãe falou do programa, e eu fui atrás. Ele me permite fazer a faculdade mais tranquilo — diz.
Uma das vantagens do Fies é que ele atinge faixas de renda não agraciadas pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), que distribui bolsas em instituições privadas e limita a renda familiar por pessoa a três salários mínimos (e, neste caso, só dá direito a bolsa parcial).
Já o Fies pode ser obtido por quem comprometa, pelo menos, 20% da renda familiar bruta com a mensalidade. No caso de um curso cujo preço é de R$ 2 mil reais por mês, a renda familiar bruta máxima permitida será de R$ 10 mil reais.
Neste hipotético teto de renda, o estudante só poderia financiar 50% e teria de arcar com o resto. Se, eventualmente, comprometer entre 40% e 60% da sua renda, o Fies paga 75% do valor. Acima de 60% da renda comprometida, o programa assume a mensalidade integral. Bolsistas parciais do ProUni também podem usar o financiamento para quitar o que falta.
As condições de pagamento costumam ser bem mais favoráveis do que as oferecidas pelos bancos. No Fies, a taxa de juros está, atualmente, em 3,4% ao ano. Durante o curso, o aluno paga até R$ 50 por trimestre, referente a juros do financiamento. Esse pagamento continua nos 18 meses após a formatura.
A partir daí, o estudante tem três vezes o período financiado do curso mais um ano para quitar tudo. Para quem cursa licenciaturas (Formação de Professores) ou Medicina, há a possibilidade de pagar a dívida apenas trabalhando na rede pública: a cada mês de trabalho ela cai 1%.
O estudante Vinícius Lima, aluno de Engenharia Elétrica do CTC/PUC-Rio, aderiu ao Fies quando estava no 3 período da faculdade. Com dificuldades para manter as mensalidades em dia, ele pesquisou as opções oferecidas por várias financeiras, mas o programa do governo era bem mais em conta.
— Desde 2009 eu uso o Fies. Financio 75% da mensalidade. Se não fosse por ele, eu teria parado de estudar, pois não conseguiria continuar bancando. Cheguei a pesquisar em outros bancos, mas as taxas de juros são bem mais altas — conta Vinícius, que entrou na faculdade em 2008.
O Itaú Unibanco, por exemplo, cobra, no programa Crédito Universitário Itaú, juros anuais entre 7,2% e 7,8%, e não há carência. É como se cada mensalidade fosse dividida em duas parcelas, com a renovação sendo feita a cada seis meses. Não há nenhum tipo de carência, e o pagamento ocorre durante o curso. Ele pode durar até o dobro do tempo financiado. Assim, um semestre pode ser pago em até um ano.
Já no crédito PRAVALER, da Ideal Invest, os juros anuais variam entre zero (em caso de algumas instituições de ensino que subsidiam o empréstimo) e 22,68% ao ano. As parcelas são quitadas todo mês, durante o curso, até o dobro da duração da graduação: em um curso de quatro anos, é possível pagar o financiamento em até oito anos.
Um dos maiores entraves à expansão do Fies e do crédito universitário em geral é a exigência de fiador. No caso do programa do governo, a exigência para estudantes com renda familiar por pessoa de até um salário mínimo e meio foi suspensa, assim como para os estudantes de licenciatura. Até agora, 1.425 estudantes já se beneficiaram da novidade, e 11.700 já confirmaram a inscrição pela modalidade e estão em fase de assinatura de contratos.
As instituições de ensino, que são parceiras na proposta, aderem mais devagar: das 1.368 participantes do Fies, 350 já se cadastraram. Atualmente, há 486 mil contratos ativos no programa.

Veja aqui o passo a passo para se inscrever

PRIMEIRO ACESSO - O primeiro passo para se inscrever no Fies é se cadastrar no Sistema Informatizado do Fies (SisFies): sisfiesportal.mec.gov.br. O procedimento pode ser feito a qualquer momento do ano/curso. O estudante deve ficar atento ao e-mail de validação do registro.
INSCRIÇÃO - Depois de ter o cadastro validado, a hora é de colocar todos os dados pessoais, assim como aqueles relativos à renda familiar. Nessa etapa, estará disponível a lista de documentos que serão exigidos posteriormente para comprovação da renda. Em seguida, o interessado deve escolher a instituição de ensino na qual já está matriculado, a duração do curso, o valor da semestralidade, o período do curso a ser financiado e o percentual do financiamento. A última etapa é a escolha do agente bancário (Caixa ou Banco do Brasil) e o tipo de fiador.
VALIDAÇÃO - Concluída a inscrição no SisFies, o estudante tem 10 dias para validá-la junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento da instituição de ensino. Os documentos exigidos são informados durante a inscrição.
CONTRATAÇÃO - Após validar a inscrição na instituição de ensino, é preciso se dirigir ao agente bancário. O prazo é de 20 dias a partir da conclusão da inscrição.

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DESTA QUINTA-FEIRA, 10 DE MARÇO DE 2011.


JORNAL FOLHA DA MANHÃ
- Estado anuncia Delegacia da Mulher em Campos até junho
- Liquidações aquecem o comércio do Centro
- Carros nas calçadas e pedestres irritados

JORNAL O DIÁRIO
- Campos vai ganhar Delegacia Especial da Mulher até junho
- Espaço cultural cai no gosto de moradores e veranistas do Farol
- Beija-Flor é campeã com ‘rei’ Roberto
- Quadrilha suspeita de usar táxi para assaltar no Farol
- Rosinha prorroga até 14 de março o vencimento do ISS
- INSS encerra hoje o pagamento da folha de fevereiro
- Mulheres podem tirar CPF grátis na Caixa até amanhã
- Gasto com plano de saúde deve ser discriminado: IR

JORNAL O GLOBO
- Rei dá à Beija-Flor recorde de títulos no Sambódromo

JORNAL EXTRA
- É Beija-Flor, bicho!
- Paulo Barros perde a cabeça
- Remédios vão ficar mais caros no mês que vem
- Vasco goleia o Caxias e se reabilita na Taça Rio

JORNAL O DIA
- É Beija-Rei!
- Renascer leva o título do Acesso A e vai estrear no Grupo Especial
- Vice, Paulo Barros ironiza: fará enredo sobre Neguinho da Beija-Flor

FOLHA DE SÃO PAULO
- USP é preterida por 25% dos alunos selecionados
- Brasil é único ausente do ranking de universidades
- Importados suprem 80% da alta de consumo do fim do ano

quarta-feira, 9 de março de 2011

Windows 8: veja imagens do novo sistema operacional da Microsoft

Rumores sugerem que novidade só será apresentada
em meados deste ano e o lançamento oficial
está previsto para 2012
O site Mashable acaba de divulgar algumas imagens vazadas na internet - do site chinês win7china - do que seria a próxima versão do sistema operacional da Microsoft, o Windows 8. Segundo informações, o programa promete uma instalação bastante rápida, em apenas oito minutos - 2,5 vezes mais rápido do que o Windows 7.

As pessoas que tiveram acesso à versão contam que ela tem uma melhor capacidade de restauração, graças a um recurso chamado de "Factory Restore" e que permite voltar à versão original do sistema em cerca de dois minutos.
O Windows 8 também permite que o usuário insira uma imagem para seu perfil, a qual servirá como avatar tanto para a conta local como para o Windows Live ID. Este último também compartilhará o mesmo login e senha do sistema operacional.
Ainda não há previsão de data de lançamento, mas, segundo boatos, é possível que uma versão Beta do Windows 8 seja divulgada entre junho e julho de 2011, com um possível lançamento oficial em 2012.





Crescimento no setor da prestação de serviços na região Norte Fluminense

Empresários de Campos que, capitaneados pela ACIC (Associação Comercial e Industrial de Campos), estiveram em visita aos canteiros de obras do Porto do Açu, retornaram com outra visão do que é o empreendimento e já vislumbram as oportunidades de negócios. Um dos setores que já oferece oportunidades agora, antes mesmo do início da operação do superporto, é o da prestação de serviços. Transportes de pessoas, de cargas pesadas, de materiais, e o fornecimento de alimentos estão entre as oportunidades de negócios que está em expansão e não se sabe o limite para parar de crescer.

O fenômeno pode se repetir

Fenômeno atingiu os seis municípios
na Região da Serra Fluminense,
deixando um rastro de destruição
e mais de 900 mortos

A chuva que castigou a Região Serrana Fluminense, há pouco mais de um mês, e causou a morte de mais de 990 pessoas foi tão rara que pode levar cerca de 500 anos para ocorrer novamente. A conclusão faz parte de um estudo da Coordenação de Programas de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). O documento já foi encaminhado à Presidência da República e esta semana será entregue ao Governo do Rio de Janeiro.
De acordo com o professor Paulo Canedo, especialista em hidrologia da Coppe e responsável pelo levantamento, os estragos observados na região foram consequência de uma combinação de fatores. Ele explicou que primeiro houve uma chuva não muito forte, mas de longa duração, que deixou o solo encharcado e instável. Em seguida, uma chuva frontal, decorrente de uma frente fria, incidiu sobre o Sudeste e particularmente sobre a serra, causando uma série de desastres. Ao mesmo tempo, uma chuva fortíssima atingia alguns pontos localizados, proveniente de uma formação de nuvens chamadas cúmulos-nimbos, que são de grande intensidade. “É a famosa chuva de verão, quando ocorre aquela pancada. O problema é que ela dura no máximo 10, 15 minutos. Na serra, durou quatro horas e meia, o que é absolutamente singular. Ela se formou de maneira estupidamente forte, com nuvens de 14 quilômetros de altura. Conforme ela desabava, ia se formando outra. Foi como se tivessem caído 18 tempestades de verão seguidamente, com um enorme poder de destruição”, informou.
Tragédia poderia ser amenizada – Segundo o especialista da Coppe/UFRJ, o fenômeno teve uma agravante: a formação de barragens naturais nos rios com o material – imenso volume de terra, enormes pedras, árvores, entre outros – que deslizou das encostas e foi arrastado pela tromba d’água. Segundo ele, essa barragem não aguentou o acúmulo da água proveniente da chuva “astronomicamente grande” e se rompeu. “Quando isso acontece, cria-se uma enorme onda de choque com uma força avassaladora. Para se ter ideia, na 2ª Guerra Mundial os países procuravam criar uma onda de choque desse tipo para destruir os inimigos. Eles dinamitavam barragens de concreto armado porque, com isso, a força da água destruía tudo o que estivesse pela frente”, acrescentou.
Paulo Canedo destacou que, diante desse cenário, não seria possível evitar uma tragédia na região. Ele defende, no entanto, que algumas medidas preventivas poderiam ter reduzido o número de vítimas. “Contra um ataque cardíaco fulminante não se tem o que fazer, mas isso não quer dizer que não devamos ter uma vida saudável, porque serve para proteger contra pequenos desvios do coração. Na serra, era necessário haver uma política de ocupação adequada, projetos para amenizar os efeitos de cheias, por exemplo. Não evitaria a catástrofe, mas, em vez de morrerem mil, morreria a metade talvez”, enfatizou.

Acesso à internet pode se tornar direito social garantido pela Constituição

Tramita no Senado uma proposta de emenda à Constituição (PEC 6/11) que quer tornar o acesso à internet um direito social do cidadão brasileiro. O senador Rodrigo Rollemberg, autor da proposição, pretende popularizar o acesso à rede, garantindo que o Estado seja provedor deste direito.
Na justificativa de apresentação da PEC, protocolada nesta quarta (2/03), o senador argumenta que a internet se tornou uma ferramenta importante para a formação pessoal, intelectual e profissional de todos os cidadãos. “A nossa motivação, ao apresentar a PEC, não se cinge a uma mera admiração ingênua relacionada às novas tecnologias de informação e comunicação, mas à óbvia constatação que o acesso a tais tecnologias se torna cada vez mais importante para a formação pessoal, intelectual e profissional de todos os cidadãos”, esclarece.
Para o senador, a iniciativa se faz necessária em função da precariedade do acesso à web para estudantes pobres e moradores de regiões menos desenvolvidas do país. De acordo com o estudo "Lápis, Borracha e Teclado", realizado pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz e apresentado por Rollemberg como argumento em favor de sua proposta, há uma grande diferença no que diz respeito ao acesso à internet entre escolas públicas e privadas no país.
Segundo o estudo, no ensino fundamental, 17,2% dos alunos das escolas públicas usam a internet, enquanto que nas escolas particulares o número é de 74,3%. No ensino médio, o percentual de estudantes das escolas públicas com acesso à internet é de 37,3%, contra 83,6% nas escolas privadas.
O levantamento ainda aponta que entre os 10% mais pobres do Brasil na época, apenas 0,6% tinham acesso a computador com acesso à internet, índice que alcançava 56,3% entre os 10% mais ricos.
Na análise por raça constatou-se que apenas 13,3% dos negros tinham acesso à web, realidade presente entre 28,3% dos brasileiros brancos. As disparidades regionais também se reproduzem nessa área. Enquanto o índice de acesso à rede mundial de computadores chegava a 26,6% no Sul,limitava-se a 11,9% no Nordeste.
Rollemberg também destacou que o Brasil ocupa o 69º lugar entre 193 países, em matéria de acesso à Internet, de acordo com dados de 2008 da União Internacional de Telecomunicações (UIT). Apenas 17,2% de sua população brasileira, na época, estava inserida no mundo virtual, abaixo dos vizinhos Argentina (17,8%), Uruguai (20,6%) e Chile (28,9%).
 “Tal situação, que compromete nosso futuro como nação e reduz drasticamente as oportunidades educacionais, sociais e profissionais dos cidadãos que não têm acesso ao mundo virtual, não pode continuar”, afirma Rollemberg, na apresentação da PEC. “Nosso ainda grave apartheid social não será efetivamente superado se não abolirmos o apartheid digital”, conclui.