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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Opinião - Brogodó é aqui!



Estava para escrever esse artigo há algumas semanas atrás, mas devido a alguns fatores pessoais, resolvi esperar. Mesmo assim, como as tramas permaneceram a mesma em Brogodó, aproveito para fazer uma comparação da trama que se segue, com a cidade de Campos dos Goytacazes.
Como todos sabem a nossa prefeita resolveu tirar umas férias e foi passear em Bonito (MS). Aliás diga-se de passagem um lugar de belíssimas paisagens. Bom mesmo para refrescar a cabeça do estresse diário e das constantes intrigas envolvendo secretários, como ela mesma afirmou em sua página no Twitter.
As intrigas, como ela mesma disse (não sei se ela sabe ou realmente desconhece), é por causa dos acordos feitos entre os secretários, que resolveram há muito tempo, burlar a legislação e tapar o sol com a peneira, pelo crime de nepotismo. Lembram?
Pois bem, tendo em vista que havia alguns secretários que poderiam sofrer com esse tipo de problema, eles resolveram então fazer acordos e empurraram seus parentes para aqui e ali, bem distantes de suas secretarias, para enganar os adversários e o Ministério Público.
Só que nesse jogo de empura-aqui-joga-para-ali houve secretário que passou a mão grande em cargos de confiança de outras secretarias e até hoje, um secretário-vítima não consegue trabalhar direito porque não possui pessoas capacitadas e qualificadas para atendê-lo.
Nesse jogo ainda, o secretário-vítima teve de engolir até mesmo um pessoal terceirizado que vive o dia inteiro sem fazer nada, enganando seus superiores e descansando à sombra das redes sociais, como o Facebook. E um outro secretário, demagogo que promete e não cumpre, resolve brincar com a paciência das pessoas, demorando a atender o desejo do secretário-vítima que continua tendo problemas de pessoal para resolver seus problemas de secretaria.
Essa trama complicada que está acontecendo na Prefeitura, me faz lembrar a novela global Cordel Encantado, escrito por Duca Rachid, Thelma Guedes e Thereza Falcão, e exibida às 18 horas, na Rede Globo.
Tudo porque há algumas semanas atrás, a Duquesa Úrsula (Débora Bloch), o General Baldini (Emílio de Melo) e o fiel mordomo da Duquesa, Nicolau (Luis Fernando Guimarães), resolveram dar um golpe de estado, e destronar o Rei Augusto, interpretado por Carmo Dalla Vechia, com o objetivo de tomar o poder.
O golpe dado pelos três personagens é típico desses acordos feitos atrás das cortinas ou por debaixo da mesa e quiçá desconhecidos pela própria prefeita.
Pena que a novela global já deve estar passando da metade e terá um final feliz e breve, mas não podemos dizer o mesmo da outra novela que acontece na vida real, e só terminará no ano que vem, assim mesmo se não houver um acréscimo de novos capítulos.
E tenho dito!
Paulo de A. Ourives

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Opinião - A inoperância de um secretário

É inacreditável que um gestor público tenha em seus quadros uma pessoa tão incapacitada para administrar a máquina pública do que um certo secretário, que não conhece as leis trabalhistas.
Inaceitável, é a forma com que ele ilude os trabalhadores. Pessoas de boa índole, que desejam tão somente trabalhar e ter seus proventos, para subsidiar os custos de alimentação, moradia, saúde, vestuário, transportes, saúde, educação e aperfeiçoamento profissional.
Estranhamente esse secretário irá ao final do ano, abdicar de sua cadeira (que ele nunca deveria ter aceito, já que é incapaz), para querer sentar em uma cadeira do Legislativo.
Depois de tantas promessas não cumpridas, a certeza que fica é a de que esse secretário não possui moral suficiente, para solicitar votos da população. Uma vez que não consegue cumprir com sua palavra e suas promessas demagógicas.
Uma pessoa que promete, têm de cumprir com sua palavra, do contrário, não será mais visto pela sociedade como uma pessoa de caráter e reputação ilibada. Se bem que, há algum tempo atrás (e não faz muito tempo assim), um desses blogs da rede de fofocas, já havia questionado o seu caráter. O mais triste ainda, é que uma outra pessoa, de dentro da prefeitura também havia assinado os adjetivos que o blogueiro (de fofocas) havia feito.
De acordo com jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, o administrador ou empregador que deixa de pagar o salário do funcionário, frustra-lhe as expectativas de administrar os proventos para pagamento de impostos e das necessidades básicas que todo cidadão possui.
Já trabalhei em empresas grandes, médias e pequenas na cidade de Vitória. E em nenhuma delas, ouvi dos administradores a promessa de que iriam providenciar um contrato de trabalho. O Contrato de trabalho era assinado no ato. No primeiro dia em que me apresentava para trabalhar. A exceção foi em relação ao emprego na C&A Modas Ltda. Onde fui intimado a assinar meu contrato de trabalho com a C&A (trabalhava para a Gelre, uma prestadora de serviços da empresa), porque eu relegava o gerente geral da loja ao segundo plano, quando os clientes me procuravam solicitando informações sobre os produtos vendidos naquela loja do centro. Daí o fato de no quarto dia, ser intimado a comparecer a gerência para assinar o Contrato de Trabalho com essa empresa, das quais guardo boas lembranças, principalmente por sua organização, e a liberdade que todos os vendedores e funcionários tinham de acessar o gerente e comunicar-lhe oralmente o que víamos e o que achávamos que não estava de acordo com a boa prática de venda de serviços e utilidades para os clientes externos e internos.
De todas as empresas que trabalhei só processei duas na justiça. Uma foi o Banco Itaú, e a outra a WS Informática, onde trabalhava como Digitador Profissional.
Mas em cada uma delas adquiri conhecimentos necessários sobre a prática administrativa e sobre a legislação trabalhista principalmente na WS. Pois após verificar que ela não praticava uma política de bom relacionamento com seus funcionários, resolvi processá-la. E neste caso acompanhei todo o processo, pois vivia com a CLT embaixo do braço, e debatia com meu advogado, cada um dos itens do meu processo. Ao final de seis anos, venci a batalha, e não me curvei as tentativas de acordo que a empresa me propunha.
Pena que a sociedade e os cidadãos campistas não tenham conhecimento pleno dos seus direitos como cidadão. Não procurem a justiça para resolver as pendências, e as mulheres não questionem seus direitos trabalhistas.
Agora fica a pergunta: com um secretário como esse, que promete e não cumpre, será que ele manterá sua palavra, quando inquirido a votar algum projeto de governo ou contrário a ele na Câmara Municipal?
Na minha modesta opinião, acredito que ele, se receber qualquer numerário em mãos, pode muito bem modificar o seu rumo, e o rumo do seu voto.
Pena mesmo, que a prefeita ainda mantenha esse secretário até o final do ano. Um secretário que já é tido como um dos que são inacessíveis ao público. Que não possui um bom relacionamento com outros secretários. Que acoberta erros e conchavos de outros secretários que lhe são caros, não deveria fazer parte de uma equipe de governo.
E tenho dito.
Paulo de A. Ourives