quinta-feira, 21 de abril de 2011

Revisão dá 24% a quem se aposentou na proporcional

Decisão da Justiça Federal garante atrasados e abre precedente para outros segurados
Decisão da 14ª Vara Federal concedeu a uma telegrafista aposentada dos Correios correção de 24% no benefício, com direito a atrasados por cinco anos. Ela requereu a aposentadoria ao INSS em 1995, mas não teve o reconhecimento de período em atividade especial. Assim, aposentou-se pela proporcional, com somente 76% da sua média contributiva. A Justiça reconheceu direito ao tempo especial, e ela ganhou mais 20% em período, seguindo entendimento estendido a outras categorias, como motoristas de caminhão e engenheiros.
 “O INSS não reconhece a especialidade da atividade, e praticamente todos os telegrafistas têm direito a essa revisão. Imagine quantos poderão se beneficiar dessa decisão. Só nos Correios, durante 30 anos, muitas pessoas se aposentaram nesta atividade”, explica o advogado Diego Franco Gonçalves. “A aposentadoria especial é algo ‘VIP’ atualmente. Isso porque, no posto, dificilmente os segurados conseguem obtê-la”, acrescenta.
Gonçalves explica que, até 1985, a atividade de telegrafista era considerada especial. “A função exigia movimentos repetitivos. Considerou-se o desgaste. Embora tenha sido reconhecida para premiar os trabalhadores de empresas públicas, não são só os telegrafistas dos Correios que serão beneficiados. A minha cliente conseguiu o reconhecimento por força da interpretação de dois decretos que regem a atividade especial (53.831 e 83.080). Há decisões esparsas, e o precedente é importante”, explicou.
Buraco Verde tem revisão reconhecida
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região, no Distrito Federal, concedeu a aposentado revisão conhecida como “Buraco Verde” — no arco-íris das causas do INSS, é para quem contribuía pelo teto e se aposentou de 1991 a 1993. A decisão de março é uma das poucas do tipo. Em 1994, o INSS corrigiu administrativamente todos os benefícios com esse problema, mas como algumas agências não eram totalmente informatizadas, um grupo pequeno de segurados não teve o direito reconhecido. Ações isoladas corrigem a falha.
Senador defende INSS
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) defendeu o INSS de acusações da ex-advogada Jorgina de Freitas em entrevista à revista Istoé. Conhecida por integrar grupo que lesou o instituto em R$ 1,2 bilhão, ela afirma que imóveis sequestrados de fraudadores presos foram subavaliados para ir a leilão. O INSS nega e explica que a avaliação não é feita pelo instituto, mas por oficial de Justiça avaliador.
Governo apela para não pagar ação do teto
O INSS está recorrendo para não pagar revisão e atrasados de segurados prejudicados pelas emendas constitucionais 20/1998 e 41/2003 que tiveram benefícios limitados ao teto. Apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) já ter reconhecido o direito e publicado acórdão determinando correção e pagamento de atrasados para quem teve benefício concedido de 1988 a 2003, o instituto apelou em ações no Juizado Especial Federal e na Justiça Federal em março, em data posterior à publicação.
 “Nos dois casos o INSS está recorrendo. O recurso fatalmente não terá sucesso, pois ele tenta confundir o juiz na aplicação das teses”, comenta o advogado Diego Franco Gonçalves. Em uma das causas, o valor pedido para indenização é de somente R$ 4.026. Na prática, o texto tenta desqualificar o pedido de revisão da renda mensal inicial (valor concedido no ato da aposentadoria) em função da tese.
O recurso tenta reverter a sentença favorável ao segurado, publicada em 24 de fevereiro — após o acórdão, de 14 de fevereiro — alegando que a ação pede à Justiça que faça papel de legislador e que a decisão comprometeria a sustentabilidade da previdência pública. “O obstáculo judicial à atuação administrativa implicaria violação ao princípio da separação dos poderes. E com graves prejuízos práticos”, diz o recurso.
Fonte: Jornal O Dia

Caixa aceitará apostas na Mega-Sena pela internet

A partir desta quinta-feira (21), a Caixa Econômica Federal aceitará apostas na Mega-Sena pela internet. Inicialmente, as apostas só poderão ser feitas pelos clientes do banco, que terão que se cadastrar no Internet Banking. Segundo a Caixa, atualmente 2 milhões de clientes já são cadastrados.
Além disso, o correntista terá que ter 18 anos e não poderá apostar mais do que R$ 100 por dia. Para fazer a aposta, o cliente deverá acessar o menu "loterias" dentro do internet banking e escolher as dezenas na tela do computador. O valor será então debitado na conta corrente.
A ideia do banco é, em prazo ainda não definido, estender as apostas a outros produtos lotéricos e para clientes de outros bancos, que poderão fazer o pagamento por cartão de crédito, por exemplo.
O serviço estará disponível de 12h às 18h, com o mesmo valor cobrado nas casas lotéricas --R$ 2 a aposta simples, de seis números.
"Temos uma grande expectativa com este modelo de comercialização de loterias, que oferece ao nosso cliente apostador mais acessibilidade e comodidade dentro do ambiente seguro do nosso Internet Banking", afirmou o presidente da Caixa, Jorge Hereda, em nota.
Fonte: Jornal Folha de São Paulo

Duas apostas ganham prêmio de cerca de R$ 70 milhões da Mega-Sena

Duas apostas acertaram as seis dezenas do concurso 1.276, sorteadas nesta quarta-feira, em Franco da Rocha (SP). Cada ganhador ficou com R$ 35.704.303,03 do prêmio de mais de R$ 70 milhões. Os bilhetes premiados são de São José dos Pinhais (PR) e Limeira (SP).
Os números sorteados nesta noite foram: 05 - 09 - 11 - 22 - 36 - 40. O próximo sorteio acontece no sábado e tem prêmio estimado de R$ 2,5 milhões, de acordo com a Caixa Econômica Federal.
Ao todo, 560 bilhetes acertaram a quina e devem levar R$ 10.159,62 cada um. Outras 30.367 apostas levaram a quadra e ganharão R$ 267,64 cada.
Quem quiser tentar a sorte tem até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio para fazer suas apostas. A aposta mínima --seis números-- custa R$ 2.
Fonte: Jornal Folha de São Paulo

Banco Central eleva taxa de juros para 12% ao ano para tentar conter inflação

O Comitê de Política Monetária do Banco Central elevou em 0,25 ponto percentual a taxa básica de juros, para 12% ao ano. A decisão não foi unânime. Cinco membros do Copom foram a favor do aumento de 0,25 e dois por um aumento de 0,5. A decisão leva em conta uma expectativa de alta dos preços. Esta é a terceira elevação consecutiva da taxa Selic.
Fonte: Rádio CBN

A nove dias do fim do prazo, maioria dos contribuintes ainda não enviou declaração do IR

Mais da metade dos contribuintes ainda não enviaram a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2011 à Receita Federal. Até as 8h50 de hoje, 11,540 milhões de documentos foram recebidos. O número representa 48% dos 24 milhões estimados este ano pelo supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir.
As declarações devem ser enviadas até as 23h59min59s do dia 29 de abril, horário de Brasília. "A estimativa é que até o final do feriadão o número suba para 14 milhões, ficando apenas 10 milhões para a última semana, a semana da correria. Mas está dentro da expectativa", disse Adir.
A multa mínima para quem não entregar o documento no prazo é R$ 165,74 e a máxima chega a 20% do imposto devido. Ontem (19), a Receita Federal garantiu que, como vem fazendo há mais de 15 anos, não prorrogará o prazo para o envio da declaração
Para saber se está obrigado a declarar, a dica para o contribuinte é responder ao Questionário de Obrigatoriedade criado pela Receita Federal. Um tutorial também está disponível no site com orientações sobre todas as etapas, desde o download do programa gerador até a restituição do imposto ou eventuais pendências e regularizações. O plantão de dúvidas da Receita não funcionará no feriadão de Páscoa, retornando, apenas, na segunda-feira (25).
O contribuinte que entregou a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física deste ano já pode verificar se está na malha fina. A Receita Federal abriu a consulta ao processamento da declaração pela internet.
Fonte: Agência Brasil

Impacto da elevação do IOF sobre arrecadação só será conhecido em maio, diz secretário

O secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, reafirmou ontem (19) que a Receita Federal não tem, por enquanto, como estimar se a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) terá grande impacto sobre a arrecadação do governo. Segundo ele, só no mês que vem será possível conhecer os efeitos do tributo nos cofres da União. No início do mês, o governo elevou o imposto nas operações de crédito para as pessoas físicas de 1,5% para 3% ao ano.
O governo também tomou medidas que elevaram o imposto para empresas, com a fixação do IOF de 6% para empréstimos de até dois anos. Neste caso, o objetivo do governo é reduzir a entrada de dólares no mercado e evitar a depreciação crescente da moeda norte-americana, problema que vem ocorrendo em várias partes do mundo.
"Os efeitos da elevação do IOF do crédito só serão conhecidos a partir do resultado de abril. O governo não tem como estimar no caso porque não tem como conhecer o comportamento do mercado financeiro e do mercado de crédito a partir da elevação do IOF", disse o secretário da Receita.
Barreto também voltou a afirmar que o imposto é apenas regulatório e é uma das medidas para equilibrar o crescimento da economia por meio do controle do crédito.
Em relação à arrecadação como um todo, o secretário disse que estima um crescimento nominal entre 14% e 15% este ano. Isso daria aproximadamente R$ 120 bilhões a mais para os cofres do governo em 2011. "Dadas as medidas no âmbito econômico, com redução do crescimento e do nível da atividade, isso pode se refletir na arrecadação a partir do segundo trimestre. É nesse cenário que nós estamos trabalhando", disse.
Carlos Alberto Barreto divulgou hoje o resultado da arrecadação federal, que totalizou R$ 70,984 bilhões em março. O valor é recorde para o mês. Descontada a inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o volume é 9,69% superior ao de março de 2010 e 9,8% maior do que o de fevereiro passado.
Fonte: Agência Brasil

Brasil tem 108,34 linhas de celular para cada 100 habitantes

Dados foram divulgados pela Anatel, a qual aponta que o número de novos usuários no primeiro trimestre bateu o recorde dos últimos 11 anos
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou nesta quarta-feira, 20/4, um balanço sobre o número de usuários de telefonia móvel no País. Segundo o relatório, em março deste ano, o Brasil contabilizou 210,5 milhões de linhas, o que representou cerca de 108,34 assinantes para cada 100 habitantes.
Só nos primeiros três meses de 2011, a Anatel contabilizou que foram registrados 7,6 milhões de novos usuários de celular no mercado brasileiro, o que representa um crescimento de 3,73% em relação ao ano anterior. A Agência aponta ainda que, o percentual de novos assinantes no trimestre foi o maior já registrado desde 2001, quando esse índice foi de 5,47%.
Entre os estados brasileiros, o Distrito Federal é o que apresenta a maior densidade de celulares por usuário (com quase 1,85 linhas por habitante), seguido por São Paulo, com 1,25. Já o Maranhão é o último colocado na lista, com uma teledensidade de aproximadamente 0,65 – ou seja 65,11 linhas de celular para cada 100 habitantes.
Ainda de acordo com o estudo, a Vivo é a operadora com o maior número de assinantes, 29,48%, seguida por Claro (25,39%), Tim (25,11%), Oi, (19,69%), CTBC (0,3%), Sercomtel (0,04%) e Unicel (0,01%).

Comissão flexibiliza exigências para compra de táxi com isenção de IPI

A Comissão de Turismo e Desporto aprovou, na terça-feira (19), o Projeto de Lei 7757/10, do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que concede aos taxistas os mesmos benefícios para compra de automóveis dados a pessoas com deficiência.
A lei atual (8.989/95) já concede isenção de Imposto sobre Produtos Importados (IPI) para taxistas, mas exige que os veículos comprados sejam fabricados no País. A legislação em vigor ainda estabelece que, para ter direito ao benefício, o veículo do taxista deverá ter motor de até 2.0 litros e quatro portas ou mais, além de ser obrigatoriamente movido a combustíveis de origem renovável ou sistema reversível de combustão.
A proposta de Renan Calheiros acaba com essas exigências, mas limita a isenção do IPI aos veículos com até sete lugares. As vans, por exemplo, ficariam de fora. O projeto também restringe o benefício aos municípios com serviços de táxi já regulamentado.
O relator na comissão, deputado Carlos Eduardo Cadoca (PSC-PE), recomendou a aprovação do projeto, sob o argumento de que a medida vai incentivar a renovação e ampliação da frota de taxis, especialmente a destinada a atender grupos turísticos. “Não podemos deixar de lembrar que estamos próximos da realização da Copa das Confederações, da Copa do Mundo e das Olimpíadas do Rio de Janeiro, quando milhares de turistas virão ao Brasil”, disse Cadoca.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Câmara dos Deputados

Lei obriga lan houses a identificar usuários

A mudança faz parte de um projeto de lei que foi aprovado na Câmara e que cria novas regras para funcionamento desses estabelecimentos
Os donos das cerca de 108 mil lan houses em funcionamento no Brasil estão sujeitos a novas regras. A principal delas é a exigência de registrar o nome e o número de identidade dos usuários desses estabelecimentos.
A mudança faz parte de um projeto de lei, aprovado na última terça-feira (19/4), na Câmara dos Deputados. A partir do documento, as lan houses passam a ser consideradas como centros de inclusão digital.
O relator do projeto de lei, o deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), explicou que a proposta determina que esses estabelecimentos sejam considerados espaços usados para a universalização do acesso à internet no Brasil. Nesse sentido, uma das novidades é que as administrações públicas poderão firmar acordos com as lan houses, com o intuito de usá-las para fins educacionais.
Dados da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital apontam que, atualmente, 32 milhões de brasileiros acessam a internet por meio de lan houses.
*Com informações da Agência Brasil

FENAJ pede a votação da PEC dos Jornalistas no Congresso Nacional

No início desta semana, após avaliação do “Placar no Senado”, a Executiva da FENAJ considerou que já há condições de colocar a PEC 33/09, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE) em votação. Por isso, dirigentes da entidade ficaram encarregados de solicitar ao relator da PEC, o senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), a votação da matéria em plenário. A expectativa é de que isto ocorra após o feriado da Páscoa.
No dia 11 de abril o senador Vicentinho Alves (PR) informou ao Sindicato dos Jornalistas do Tocantins a mudança na sua intenção do voto, agora favorável à PEC. Como a senadora Kátia Abreu (DEM) e o senador João Ribeiro (PR), já haviam se manifestado a favor da PEC dos Jornalistas, agora toda a bancada tocantinense no Senado adere à causa dos Jornalistas.
Na semana passada os diretores da FENAJ José Carlos Torves e Antonio Paulo da Silva realizaram contatos com lideranças partidárias buscando acelerar a tramitação das propostas no Congresso Nacional. O senador Jaime Campos (DEM/MT) também se posicionou favorável à PEC. Já na Câmara dos Deputados, tanto o líder do PCdoB, deputado Osmar Júnior (PI), quanto o líder do PR, deputado Lincoln Portela (MG), dispuseram-se a coletar assinaturas dos demais líderes partidários e apresentar requerimento para a votação da PEC 386/09, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT/RS).
A Executiva da FENAJ orienta os Sindicatos de Jornalistas a ampliarem o contato com os parlamentares, principalmente com os senadores cujo posicionamento em relação à PEC 33/09 ainda é desconhecido, e a buscaram mais apoios na petição pública pela aprovação das PECs.
SIP representa os donos da mídia, diz Pimenta
O deputado Paulo Pimenta reagiu ao posicionamento da Sociedade Interamericana de Prensa (SIP), divulgado no dia 9 de abril, de pedir ao Congresso brasileiro que não aprove nenhuma das duas propostas que restabelecem a necessidade do diploma em Jornalismo para o exercício da profissão. "A entidade representa o setor patronal, os donos da mídia", disse. Para Pimenta, estes grupos são os principais interessados na precarização da profissão de jornalista, uma vez que interpretam a notícia como produto e buscam o barateamento da produção.
O deputado rechaçou a afirmação de que o diploma representa uma barreira à liberdade de expressão e repudiou a interpretação que a SIP faz do Jornalismo como um mero disseminador de opiniões.
Fonte: Fenaj